domingo, 20 de julho de 2008

Violinos, Cello, Rock... Pt. 02 -> Emilie Autumn


Como descrever esta vocalista e multi-instrumentista performática chamada Emilie Autumn?
Lí em algum outro lugar que ela pratica um tal de "Acid Jazz", "Punk Cabaret", "Dark Cabaret" entre tantos outros rótulos possíveis. Aliás, é nítida a influência deste último, através da mistura da estética luxo-decadente dos cabarets Alemães da decada de 20, com o vocal de Emilie remontando ao estilo de Marlene Dietrich e a cultura mórbida pós anos 70 do rock gótico, punk, death e darkwave. Apaixonante!
Mas curiosamente. talvez ela esteja de fato correta ao defirnir seu estilo como industrial vitoriana, tanto por suas vestimentas nada ortodoxas bem como seu próprio gosto musical para as composições, que oscilam entre a música clássica da época vitoriana e barroca, mas fortemente calcada na música contemporânea.

Carismática, a garota é talentosíssima pois alem de possuir uma bela voz, mostra um domínio quase perfeito em seus instrumentos; sejam estes o violino, piano, cravo ou a viola. De fato, A banda é fortemente direcionada ao violino com distorção, batidas distorcidas e muito, muito "feeling", com direito a belos vocais característicos do Jazz com a poderosa voz de Emilie. Mas não se enganem, pois a mesma mostra toda a sua potência vocal ao caminhar sem frescuras - e com bastante tranquilidade - entre vocais suaves e melódicos, até chegar ao gutural.

Tendo iniciado seus estudos musicais aos seis anos de idade, logo abandonou os métodos convencionais de aprendizado devido à dificuldade de interação entre ela e seus colegas de aula, preferindo assim continuar suas lições através de aulas particulares em sua casa. Neste período ela desenvolveu parte de suas bases artísticas nas quais futuramente ela desenvolveria seu alter-ego pós-vitoriano industrial, de acordo com suas palavras “(...)lendo qualquer coisa que estivesse debaixo do sol, desde livros de história da música passando pela literatura feminista, até chegar à Shakespeare”

Em sua fase de amadurecimento tanto artístico quanto pessoal, ela passou por uma série de transformações em seu visual – loiríssima de nascença com belos olhos verdes – até chegar ao que ela é hoje, uma mistura carregadíssima, mas ainda assim delicada e graciosa que inicialmente parece contraditória, mas após; revela-se extremamente sólida. Com seus corpetes, cinta-ligas, coturnos, cabelos rosa-flamboyant e trejeitos de uma boneca endiabrada saída de algum delírio do artista plástico Dave Mckean, esta moça consegue cativar pela absoluta coesão entre seu trabalho, estilo, e para alguns,beleza fetichista.

Altamente recomendado para pessoas que são capazes de suportar e buscam algo que seja completamente fora do convencional em se tratando de música moderna, mesmo com uma pinta toda retrô...

De olho nesta garota!



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- Emilie Autumn
"Misery Loves Company Live"

terça-feira, 15 de julho de 2008

Gosto de mulheres violoncelistas...


Engraçado derepente a coisa se torna até um pouco fetichista pois ao meu ver não tem coisa mais sensual que uma mulher tocando cello e se doando àquilo. É bonito. É orgânico. É erótico. Vê-se uma relação intima alí.

Ando com neuras em cima de algumas sonatas para cello, de Vivaldi. E sinceramente é de arrancar suspiros de qualquer um, poder ver uma linda mulher se relacionando com seu instrumento, e extraindo dali “Allegro Poco – RV 44”. bem, sinceramente não sei... Como disse, fetichismo puro.

Até ando acreditando que existe alguma coisa mais transcendental ali naquele momento. Já notou que em algum momento de sua vida... aaaammmm...

Bem... é...

e...

e... caralho que merda!

Perdi a meada do que queria dizer...

Nossa meu que merda isso...

Enfim, vi a apresentação da OSESP em Piracicaba ontem lá no Engenho Central. Surpresíssimo ando encontrando gratas surpresas neste mundo aparentemente... Ahhh bem; assim a coisa ta legal?

Fiquei surpreso com uma peça que não conhecia; “Batuque”, por Oscar Lorenzo Fernandez, compositor Brasuca. E no mínimo engraçada a colocação do Maestro da OSESP: - “Definitivamente nossa interpretação de o ‘Batuque’ é melhor do que a Sinfônica de Nova Iorque”.

Ritmos Brasileiros, a grande maioria das vezes não sou lá muito fã deles, mas sinceramente fiquei surpreso com o que é possível se fazer com eles em cima da música erudita...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

"The Dreamers" - Os Sonhadores


Nunca fui fã confesso de Bertolucci, embora por sucessivas vezes meu irmão tanto me insistira à alugar "O Céu Que Nos Protege".

Pois bem, além do famigerado e belo "Último Tango em Paris" o qual assisti já ha muito, hoje durante minha abitual insônia tive a oportunidade de assistir à outra obra deste diretor.

"The Dreamers"; ou "Os Sonhadores.

Em Maio de 1968, a câmera desce veloz arrastando os créditos iniciais pela estrutura de aço da Torre Eiffel até encontrar o jovem Norte Americano Matthew, um estudante de temática do cinema clássico na calçada; apressado a caminho da Cinemateca... para celebrar Samuel Fuller em Paris (quando o cinema norte-americano era ainda "grande cinema"). Completamente apaixonado por cinema, ele rapidamente faz amizade com a jovem Francesa Isabelle e seu irmão gêmeo Theo. Os três têm, em comum, uma enorme paixão pelo cinema, sobretudo cinema clássico. A amizade entre eles começa a florescer e Matthew passa a descobrir uma intimidade fora do comum, da qual os irmãos franceses compartilham, em meio a jogos psicológicos sob a sob a temática do cinema clássico.

Matthew fica inicialmente confuso e impactado, mas aos poucos começa a ser atraído para o mundo deles. Por todo o tempo eles vivenciam uma paixão mútua e isolam-se totalmente do mundo, distanciando-se completamente do contexto conturbado em que vivia a França em maio de 1968.

A vertigem desse filme magní­fico (declaração de amor ao cinema e ao sonho libertário de 68 que não cessa de se acabar) começa aí­ e nos arrasta para a experimentação e descoberta dos corpos e do sexo emergindo das barricadas do desejo de 1968 - quando, contra o impossível de desejar, desejar o impossível tornou-se urgência- pondo em série num mesmo fluxo, cinema norte-americano + Hendrix + Joplin + Trenet (expor o corpo ao som de La mer, irresistível afirmação) + Piaf para indicar de onde saí­mos, um puritanismo surpreso mais um Édipo um tanto gordo se esquizando sem papai nem mamãe entre as paredes do apartamento atravessadas pelos ruídos das ruas. Vozerios, explosões e gritos que chegam pelas janelas - e caminhando para a própria dissolução nas suas barricadas; quando percebem finalmente o enorme estardalhaço vindo das ruas de Paris. Havia estourado uma grande rebelião de estudantes e, como que se acordassem de um sonho, decidem unir-se ao movimento.

Possível parte final de Novecento, mas principalmente retomada de Beleza roubada, disse Bertolucci - descobri através de posterior pesquisa ao grande pai-google , e não, como alguns pensaram ser a retomada do acima mencionado - e magnifico - Último Tango em Paris (um outro tom, embora tamém um Norte-Americano, mas não-inocente; e sim, angustiado em busca de uma terrinha que se encontra com uma parisiense se desterritorializando de papá via Francis Bacon mais o sax de Gato Barbieri; isto é, um outro olhar, mais severo e inquiridor, para o cinema). The Dreamers neste sentido, definitivamente é mais inocente e por isto mesmo, evoca uma aura de sensualidade muito mais refinada do que "Último Tango em Paris"

Não me arrependo de nada, canta Edith Piaf enquanto os créditos correm ao revés (subindo, em movimento inverso ao da abertura), tendo como imagem a desolação despovoada da barricada incendiada cindindo a rua. É este o puro Bertolucci que tanto falam?

Então vos questiono e digo com certeza; Cinema-sonho? Cinema-psicanálise? não, puro cinema calcado nas mais profundas conexões entre o sonho, o auto-descobrimento e perda da inocência.

Recomendadíssimo para quem deseja cinema-poesia & arte em sua mais pura essência...

La mer
Qu'on voit danser le long des golfes clairs
A des reflets d'argent
La mer
Des reflets changeants
Sous la pluie

La mer
Au ciel d'ete confond
Ses blancs moutons
Avec les anges si purs
La mer bergere d'azur
Infinie

Voyez
Pres des etangs
Ces grands roseaux mouilles
Voyez
Ces oiseaux blancs
Et ces maisons rouillees

La mer
Les a berces
Le long des golfes clairs
Et d'une chanson d'amour
La mer
A berce mon coeur pour la vie.

terça-feira, 1 de julho de 2008

"Uma questão de atrito... - Interno!!"


Queria escrever algo aqui. Só não sei ao certo o que gostaria de dizer. Talvez nada, talvez só divagar um pouco.

Bom, após um período relativamente grande, eis que a depressão me pegou novamente, ou como tão singelamente diz uma grande amiga, “de volta ao vale”. Dois dias que coloco a cara para fora do quarto, apenas para comer alguma coisa, e tomar os devidos banhos.

É interessante a noção que a gente cria da realidade em cada estado de espírito diferente. Até antes de ontem, minha vida estava livre, leve... Ontem, sem motivo nenhum as coisas desmoronaram novamente. Arquitetura interna, algo da alma, fundações corroídas. Assim não dá mesmo, construir qualquer coisa em um terreno psíquico destes se torna absurdamente instável.

Tenho saudades de algumas pessoas. Algumas delas, sequer tive um contato real, apenas por curtíssimos períodos de tempo, como em uma noitada por exemplo. Outras, pessoas as quais desejava sinceramente poder conhecer mais aprofundadamente mas não conheço. Não existem chances, e os caminhos não se cruzaram por vezes o suficiente. Nos apegamos à sonhos, construções e idealizações do que queremos ser um dia. Mas para que? “Um dia” é algo também bastante ilusório...

Por hora me apego a um ou dois sonhos, sendo que o principal que construí nas últimas semanas, não sei se irá de fato sair do papel. Fuga? Não sei, talvez. Mudanças geográficas planejadas não são fugas, a grosso modo?

Abri o Estadão de domingo, algo a respeito dos movimentos de migração. É dito ali que grande parte das pessoas que decidem abandonar tudo, não o fazem apenas pela busca de oportunidades melhores. Também o fazem, por frustração em relação ao lugar aonde vivem. Frustração com as desigualdades sociais. Frustração com as relações sociais... Bem, acho que sou um destes...

Enfim...

Não tenho muito o que dizer realmente...

Ao menos... Meu Cello me acompanhou hoje... Hora de retomar... Como lí em “Notes on Interpretation” de Emanuel Feuermann... É tudo uma questão de “atrito”... Para um som belo, é necessário um tipo específico de atrito nas cordas... Então, comigo, vai ver que o atrito interno que estou me submetendo, não é o atrito correto para produzir algo que seja belo...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Devaneios


Já deixou sua mente divagar a respeito de assuntos relacionados ao seu futuro, etc etc?

Trilha sonora de fundo: Damien Rice – BBC Four Sessions – Piegas, muito piegas alguns irão dizer...

Bom, que culpa tenho se a sonoridade deste cara me atrai? A voz sutil da segunda vocalista, Lisa Hannigan, e a forma como esta se mistura, e parece se enrolar em um abraço macio com a voz suave mas por vezes forte do sr. Rice; e ambos por sua vez, embalados pelo som suave das arcadas da srta. Vyvienne em seu cello. Perfeito eu diria.

Era a música que gostaria de ter tido como trilha sonora hoje a tarde entre inúmeros cafés, cigarros e cerveja, muita cerveja, com uma querida amiga nos arredores da praça da República, em São Paulo. – “E brindemos à nós, nossos anseios, nossas amarguras e medos quanto ao futuro, enquanto o resto do mundo trabalha...”

Músicas como “Delicate”, “Volcano” e “Eskimo” de seu celebrado debut singelamente intitulado de “O”, me fazem questionar a validade de tentar de fato “se programar” em relação a um possível futuro.

“Pensamento Objetivo”, foi a palavra utilizada por meu irmão na plataforma de embarque da rodoviária de Limeira ontem, quinta feira, enquanto eu me preparava para mais uma maratona em São Paulo; desta vez, preparando a documentação para meu muito em breve, passo para fora daqui. Tenho que fazê-lo. Sinto isto. É o certo, mesmo não tendo certeza disto. E isso me dá um cagaço do caralho. “O mal desta família, sempre foi tentar dar passos maiores do que nossas pernas de fato eram capazes”. Será que o meu, mesmo que de certo modo calculado, não é a repetição desta sina familiar? Não, não posso e nem penso desta forma. Viajar para fora nos termos que pretendo, é viajar para dentro de mim mesmo. Sair de seu meio natural, para poder se enxergar sob uma outra perspectiva. E isto é bom, apesar dos perrengues implícitos no ato em si.

Epifania. Tive uma, ou estou em busca de? Não sei...

Mas sinceramente desejaria muito ter tido a trilha sonora que mencionei ali no início, hoje a tarde. Porque me amortece a realidade mesma esta, já amortecida por tantos medicamentos. Faz-me suave. Faz-me bem. E me faz acreditar que as coisas não são tão ásperas quanto sinto que são.

Será que eu poderia fazer uma analogia entre a angústia que se sente, e talvez os discos de embreagem de um carro, que não mais consegue encaixar as marchas sem um atrito demasiadamente grande? Não sei, talvez...

Esta amiga... Bom, ela sabe disto, é uma das pessoas as quais mais carinho eu tenho. Divagações entre goles de cerveja gelada em uma sexta a tarde, posso até pensar que um dos objetivos espirituais que eu tinha ao “optar” por Santos e não a faculdade de Belas Artes em São Paulo, tenha sido entre outros, o de encontrar, conhecer e dividir experiências com esta garota. Outrora foi minha namorada. Não digo isto sem certo saudosismo, mas este, é baseado no carinho e respeito; e a recíproca é verdadeira mesmo que não dita. Enfim...

Assim como a voz da srta. Hannigan, a voz do Sr. Rice e o cello da srta. Vyvienne, a vida de algumas pessoas se enroscam, se entrelaçam, e se misturam. E formam algo novo. E deste algo “novo”, nos alimentamos por um período até que tal alimento não nos seja mais o suficiente.

Minimizo o Word. Abro o Windows Media Player. Vejo as arcadas perfeitas da srta. Vyvienne, em um som triste, belo e ao mesmo tempo redentor. “The Blower’s Daughter” se inicia. E a letra cai como uma luva:

“And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

I can't take my eyes off of you”

Copio o trecho da letra de algum lugar. Colo aqui. E sigo pensando... “Serás”, sinceramente não me levam a nada. Mas penso. A vida em si... Bom, deixo-a em comando do meu leme? Ou eu tenho tal leme, sob meu comando? Esta é a resposta do que meu irmão me disse naquela plataforma... A diferença entre pensar de maneira ampla, mas ter a capacidade de manter um pensamento objetivo... Isto é estar no controle...

E assim, percebo que mesmo no desgoverno da própria vida, as pessoas que devem entrar e devem sair, o fazem; e que nunca chegaremos a estar 100% no controle do que somos, do que esperamos e do que queremos...

Derepente o medo se esvai. E entendo o que esta viagem significa para mim. Desta vez, é certo o que penso. Que não tenho como ter certeza. Mas como bem disse minha querida professora... “(...) mergulhe!”


P.S. Hj tou "simplista", isto é, nada de Cap's para vídeo...
Quem quiser ver... "The Blower's Daughter (live)"
http://www.youtube.com/watch?v=cR7YRcI9Ifc



sexta-feira, 20 de junho de 2008

Violinos, Cello, Rock... Pt. 01 -> "Chamber, L’Orchestre De Chambre Noir "

Após uma pausa de algumas semanas quanto ao estudo do Cello, finalmente recobrei o ânimo em relação ao instrumento, e com isso, novamente o gás para as pesquisas “do que rola” pelo mundo afora...

Um dos meus mais recentes achados – e com orgulho! rsrs – é uma banda (ou seria orquestra de câmara?) chamada Chamber - L’Orchestre De Chambre Noir. Sinceramente, uma das melhores coisas que já ouvi nos ultimos anos...

Difícil definir esta banda, talvez seja correto dizer que na realidade L’Orchestre De Chambre Noir seja um daqueles projetos musicais experimentais que fazem a cabeça de qualquer fã de boa musica, mesmo que esta, assim como Apocalyptica, não ser 100% rock ou heavy. A “rolutalagem” de bandas e músicas à estilos, limita a essência da própria música.

Chamber é um septeto Alemão atualmente formado por 5 mulheres e 2 caras, e praticam uma mistura entre música gótica e musica clássica. Tanto que, algumas músicas chegam a lembrar as reminiscências do movimento gótico dos anos 80; mas o caráter eclético da banda fica claro em outras músicas que, bastaria o uso de distorção para se tornarem Heavy Metal.

A formação conta com 3 violinos, 1 Cello, 1 guitarra de 12 cordas e piano, entre outros vários instrumentos clássicos. Isto obviamente garante a similaridade com músicas de orquestras de câmara. Normalmente os instrumentos mais em evidência são os violinos e a guitarra, o que não significa que a música em si possa ser considerada suave ou relaxante como vocês possam pensar. Estes caras criam passagens rápidas, técnicas e extremamente bem executadas, tirando muito peso de seus instrumentos, com a utilização de uma percussão mínima.

Outro destaque da banda é o vocalista, Marcus Testory, absurdamente sombrio e profundo em sua interpretação. Em um primeiro momento a melhor referencia é o Peter Steele do Type’ O Negative, mas para ser honesto, o Sr. Marcus demonstra um alcance e variação vocal maior. Isto garante que, “sombrio e profundo” não signifique “chato”.

Definitivamente, se você procura instrumentos clássicos, música densa e de ótima qualidade e que não necessariamente se enquadre em algum possível rótulo, L’Orchestre De Chambre Noir é uma ótima pedida!!

Links:

Álbum "Chaber - L’Orchestre De Chambre Noir"
http://www.mediafire.com/?bom2z4m12x2




Clip: http://de.youtube.com/profile?user=chamberofficial

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Papo sério...

Nestas épocas de desemprego, o que mais tenho tido é tempo de sobra. "Dizem" (quem?) que cabeça vazia é oficina do diabo (quem? - "pt.02"), então procuro me manter ocupado. Os que me conhecem sabem que meus passatempos - música, escrita, artes em geral enfim - nada mais são do que desculpas de quem quer coçar o saco o dia inteiro. Protesto! Não faço isso pois nas ultimas semanas tenho acordado as 11:00, então sou um coçador de saco meio-periodo apenas. Uma das coisas legais em se ter tempo de sobra, é que podemos dar mais atenção às coisas que geralmente não davamos antes, ou por falta de tempo, ou por pura falta de saco. Hoje - aliás, hoje não, nas ultimas semanas - estou em uma das minhas melhores fases em termos de relações familiares. Até minha depressão deu um tempo o que ando achando tremendamente esquisito. Parece piada mas não é, quando se convive com um troço desses e derepente ela some, você realmente estranha. E muito. A tarde banquei o motorista particular para mamãe: 2 supermercados, entrega de um CD'r do meu irmão para uma empresa com trabalhos dele (fotógrafo freela), uma passadinha pela clínica veterinaria para pagar uma conta e depois finito.

Mamãe: - "Ah, vamos dar uma paradinha no Shopping para tomar um café?"
Eu: - "Será que pode fumar lá?" (Minha mãe odeia cigarros e odeia a idéia de que sou fumante)

Mamãe: - "Ah, acho que sim"
Eu: - "Então vamos né..."

...e fomos. 3 xicaras de café depois bem como 2 quiches, vem o papo sério, já que estou com idéias de dar uma esticada até Alemanha, República Tcheca e Hungria nos fins de Agosto:

Eu: - "Ah mãe, fala sério; porquê você acha que as pessoas consomem bebidas alcoólicas? digo, convenhamos, mas cerveja não é a bebida mais deliciosa do mundo né?"

Ela: - "É, isso é verdade... Muitas bebidas alcoólicas não são gostosas mesmo"
Eu: - "Então.. Falando sério. As pessoas bebem alcoólicos justamente por causa disso: Álcool. Álcool entorpece, Álcool anestesia a mente. Pombas não sei na sua época, mas cá entre nós... Hoje muitas vezes eu bebo é para ficar de porre mesmo.
Ela: - "Mas ninguem disse que não era assim"

Eu: - "Ah, para com isso! Todo mundo olha feio se você dá vexame. E no entanto é legal passar pela experiencia de um vexame. Tipo, passar mal mesmo. Não é esquisito? Digo, Bebemos uma coisa que nem gostamos de verdade, e quando finalmente "saimos fora", vamos ali até o canto para passar mal e vomitar? O ser humano é estranho..."
Ela: - "É. Que bom que você admite que você é estranho!"

Eu: - "..."
Ela: - "..."

Ambos: - "Risos"


...e não é que, derepente me aparece na cafeteria do Shopping uma professora de minhas épocas de maternal? Surreal...


É... E eu achando que fazer 30 anos, mudava alguma coisa...

Apocalyptica - Partituras "Reupped"

Pessoal,

Atendendo a pedidos, aqui esta o link para as partituras de Cello do Apocalyptica.

No arquivo - compactado em .RAR - encontram as partituras para as seguintes músicas:

Beyond Time
Bittersweet
Cohka
Conclusion
Drive
Epilogue (Relief)
Far Away
Harmageddon
Hope
Inquisition Sympnhony
Kaamos
Life Burns
Metal Boogie
Path
Quutamo
Romance
Seeman
Somewhere Around Nothing
Toreador II

Peço também aos Cellistas sérios que quiserem manter contato comigo com fins de trocar experiências, idéias e material, por favor deixem vossos endereços de e-mail em seus comments no blog, sem os quais não tenho como contatá-los.

Beleza Erika, esta uppado!!

Link:
http://www.megaupload.com/?d=G4R6U8FH

Have fun!!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Notícias do cello...

Não tenho o direito e nem poder para decidir,
....mas se pudesse
eu seria egoísta...................
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..........triste..........................

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....................................

..........pensativo...

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................triste mesmo..................
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....................................
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1º de Junho de 2008 ou 19 de abril de 2006?

...eu morri?

1º de Junho. 1978. Foi este o dia e ano em que nasci.

Domingo. 1º de Junho, 2008. 30 anos. 3º Decanato em minha vida.

Cerca de 2 anos agora, passei três semanas internado no Hospital Municipal de Diadema por conta de um pneumotórax. No início os médicos acreditaram que apenas a sonda e o dreno já bastaria, depois meu próprio pulmão iria se recuperar e fechar a fissura. Em cerca de 90% dos casos é assim que funciona; infelizmente estive entre os 10% sortudos que são premiados com a necessidade de uma toracotomia, isto é; uma abertura entre as costelas que permite o acesso aos órgãos que ficam dentro da caixa torácica. Muito estranho pensar que, ao menos uma vez, no mínimo cinco pessoas – os médicos e enfermeiros – viram meu coração literalmente pulsando, exposto assim, em uma mesa cirúrgica. Talvez tenham até mesmo tocado nele. Vivo.

Na terceira semana, retiraram o dreno do meu pulmão e fizeram a sutura. Dois dias depois, tive alta.

Me lembro que naqueles dias, cerca de 2 semanas após minha internação quando soube que iria passar pela cirurgia, pensei claramente: - “Pronto, agora acabou. Terminou meu tempo aqui neste mundo”. Tinha a certeza absoluta de que não sairia vivo daquele hospital mesmo sabendo que, apesar da amplitude do procedimento cirúrgico, em si ele era bastante simples...

Após estes dois anos e pouco, meu pulmão esta 100% curado – embora ainda não tenha largado o cigarro, que merda. O único vestígio da cirurgia são as duas cicatrizes que tenho abaixo da minha axila esquerda. Uma com cerca de 20 centímetros, por conta da Toracotomia e outra, de aproximadamente 5 centímetros, aonde a sonda entrava e seguia longamente por dentro de meu peito, até se alojar em meu pulmão.

Mas por algum motivo... O que sou hoje, o que me tornei e a maneira que enxergo o mundo... Até a luz e sons; são diferentes daquele dia em que fui internado. Meu pensamento é diferente. Por vezes, extremamente embotado, como se eu vivesse em um constante estado de sonho. Por outras, extremamente lúcido e vívido, como se estivesse vivo como jamais estive antes. Socialmente, meus pensamentos são mais claros, sobre os “porquês” de muitas coisas serem como são. Embora ainda não saiba o “porquê” de estarmos aqui, sei exatamente que este porque em si, se perdeu há muito já. Fomos desviados de nossa verdadeira natureza em algum ponto de nosso processo evolutivo como espécie. Mas este é outro assunto.

O que relato aqui é uma sensação muito mais profunda, quase algo da alma. Às vezes penso que é bem possível que de fato eu nunca cheguei a deixar aquele hospital. Às vezes penso que houveram complicações durante o procedimento e de fato, eu vim a falecer no dia 19 de abril de 2006, uma quarta feira. Às vezes penso que vivo preso em um refluxo de pensamentos espirituais já que não existem mais estímulos externos forçando uma “entrada” de experiências sensoriais e impedindo a “saída” de pensamentos em um fluxo constante. Portanto deixei de ser um receptor para me tornar um emissor. Mas não faz sentido, pois este refluxo em si é fisiológico, coisas do cérebro.

Enfim... Qual o sentido deste papo todo? Para mim, nenhum... Apenas meu cérebro – ou mente e espírito, vai saber – tirando a poeira de velhos arquivos em forma de memória e divagando com isto...

Mas e você? Que sentido vê nisto tudo? Você soube de minha morte; e se soube, foi ao meu enterro? Porquê atualmente sinto dúvidas se o que vivo são respostas à realidade, ou meros resquícios de memórias que meu espírito ainda carrega consigo.

Talvez eu não tenha 30 anos... Talvez eu tenha só 28...

19 de abril de 2006, uma quarta feira... Dois anos e 2 meses...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Eduardo e Mônica - Uma análise psico-neurótica

Como na Blogsfera tudo se copia, e já que não ando no melhor dos meus humores - tampouco me sinto tentado a tentar criar algo que não seja puro nonsense, fica aqui um texto ótimo por Adolar Gangorra que chegou em meu e-mail a alguns anos atrás...
Se não genial, é no mínimo hilário

"O falecido Renato Russo era, sem dúvida, um ótimo músico e um excelente letrista. Escreveu verdadeiras obras de arte cheias de originalidade e sentimento. Como artista engajado que era, defendia veementemente seus pontos de vista nas letras que criava. E por isso mesmo, talvez algumas delas excedam a lógica e o bom senso. Como no caso da música Eduardo e Mônica, do álbum "Dois" da Legião Urbana, de 1986, onde a figura masculina (Eduardo) é tratada sempre como alienada e inconsciente, enquanto a feminina (Mônica) é a portadora de uma sabedoria e um estilo de vida evoluidíssimos. analisemos o que diz a letra.

Logo na segunda estrofe, o autor insinua que Eduardo seja preguiçoso e indolente (Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar; Ficou deitado e viu que horas eram) ao mesmo tempo que tenta dar uma imagem forte e charmosa à Mônica (enquanto Mônica tomava um conhaque noutro canto da cidade como eles disseram). Ora, se esta cena tiver se passado de manhã como é provável, Eduardo só estaria fazendo sua obrigação: acordar. Já Mônica revelaria-se uma cachaceira profissional, pois virar um conhaque antes do almoço é só para quem conhece muito bem o ofício.

Mais à frente, vemos Russo desenhar injustamente a personalidade de Eduardo de maneira frágil e imatura (Festa estranha, com gente esquisita). Bom, "Festa estranha" significa uma reunião de porra-loucas atrás de qualquer bagulho para poderem fugir da realidade com a desculpa esfarrapada de que são contra o sistema. "Gente esquisita" é, basicamente, um bando de sujeitos que têm o hábito gozado de dar a bunda após cinco minutos de conversa. Também são as garotas mais horrorosas da via-láctea. Enfim, esta era a tal "festa legal" em que Eduardo estava. O que mais ele podia fazer? Teve que encher a cara pra agüentar aquele pesadelo, como veremos a seguir.

Assim temos (- Eu não estou legal. Não agüento mais birita). Percebe-se que o jovem Eduardo não está familiarizado com a rotina traiçoeira do álcool. É um garoto puro e inocente, com a mente e o corpo sadios. Bem ao contrário de Mônica, uma notória bêbada sem-vergonha do underground.

Adiante, ficamos conhecendo o momento em que os dois protagonistas se encontraram (E a Mônica riu e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar). Vamos por partes: em "E a Mônica riu" nota-se uma atitude de pseudo-superioridade desumana de Mônica para com Eduardo. Ela ri de um bêbado inexperiente! Mais à frente, é bom esclarecer o que o autor preferiu maquiar. Onde lê-se "quis saber um pouco mais" leia-se" quis dar para"! É muita hipocrisia tentar passar uma imagem sofisticada da tal Mônica.

A verdade é que ela se sentiu bastante atraída pelo "boyzinho" que tentava impressionar"! É o máximo do preconceito leviano se referir ao singelo Eduardo como "boyzinho". Não é verdade. Caso fosse realmente um playboy, ele não teria ido se encontrar com Mônica de bicicleta, como consta na quarta estrofe (Se encontraram então no parque da cidade A Mônica de moto e o Eduardo de camelo). Se alguém aí age como boy, esta seria Mônica, que vai ao encontro pilotando uma ameaçadora motocicleta. Como é sabido, aos 16 (Ela era de Leão e ele tinha dezesseis) todo boyzinho já costuma roubar o carro do pai, principalmente para impressionar uma maria-gasolina como Mônica.

E tem mais: se Eduardo fosse mesmo um playboy, teria penetrado com sua galera na tal festa, quebraria tudo e ia encher de porrada o esquisitão mais fraquinho de todos na frente de todo mundo, valeu?

Na ocasião do seu primeiro encontro, vemos Mônica impor suas preferências, uma constante durante toda a letra, em oposição a uma humilde proposta do afável Eduardo (O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Mônica queria ver filme do Godard). Atitude esta, nada democrática para quem se julga uma liberal.

Na verdade, Mônica é o que se convencionou chamar de P.I.M.B.A (Pseudo Intelectual Metido à Besta e Associados, ou seja, intelectuerdas, alternativos, cabeças e viadinhos vestidos de preto em geral), que acham que todo filme americano é ruim e o que é bom mesmo é filme europeu, de preferência francês, preto e branco, arrastado para caralho e com bastante cenas de baitolagem.

Em seguida Russo utiliza o eufemismo "menina" para se referir suavemente à Mônica (O Eduardo achou estranho e melhor não comentar. Mas a menina tinha tinta no cabelo). Menina? Pudim de cachaça seria mais adequado. Ainda há pouco vimos Mônica virar um Dreher na goela logo no café da manhã e ele ainda a chama de menina? Além disto, se Mônica pinta o cabelo é porque é uma balzaca querendo fisgar um garotão viril. Ou então porque é uma baranga escrota.

O autor insiste em retratar Mônica como uma gênia sem par. (Ela fazia Medicina e falava alemão) e Eduardo como um idiota retardado (E ele ainda nas aulinhas de inglês). Note a comparação de intelecto entre o casal: ela domina o idioma germânico, sabidamente de difícil aprendizado, já tendo superado o vestibular altamente concorrido para Medicina. Ele, miseravelmente, tem que tomar aulas para poder balbuciar "iéis", "nou" e "mai neime is Eduardo"! Incomoda como são usadas as palavras "ainda" e "aulinhas", para refletir idéias de atraso intelectual e coisa sem valor, respectivamente.

Na seqüência, ficamos a par das opções culturais dos dois (Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, De Van Gogh e dos Mutantes, De Caetano e de Rimbaud). Temos nesta lista um desfile de ícones dos P.I.M.B.A., muito usados por quem acha que pertence a uma falsa elite cultural. Por exemplo, é tamanha uma pretensa intimidade com o poeta Manuel de Souza Carneiro Bandeira Filho, que usou-se a expressão "do Bandeira". Francamente, "Bandeira" é aquele juiz que fica apitando impedimento na lateral do campo. O sujeito mais normal dessa moçada aí cortou a orelha por causa de uma sirigaita qualquer. Já viu o nível, né? Só porra-louca de primeira. Tem um outro peroba aí que tem coragem de rimar "Êta" com "Tiêta" e neguinho ainda diz que ele é gênio!

Mais uma vez insinua-se que Eduardo seja um imbecil acéfalo (E o Eduardo gostava de novela) e crianção (E jogava futebol de botão com seu avô). A bem da verdade, Eduardo é um exemplo. Que adolescente de hoje costuma dar atenção a um idoso? Ele poderia estar jogando videogame com garotos de sua idade ou tentando espiar a empregada tomar banho pelo buraco da fechadura, mas não. Preferia a companhia do avô em um prosaico jogo de botões! É de tocar o coração. E como esse gesto magnânimo foi usado na letra? Foi só para passar a imagem de Eduardo como um paspalho energúmeno. É óbvio, para o autor, o homem não sabe de nada. Mulher sim, é maturidade pura.

Continuando, temos (Ela falava coisas sobre o Planalto Central, Também magia e meditação). Falava merda, isso sim! Nesses assuntos esotéricos é onde se escondem os maiores picaretas do mundo. Qualquer chimpanzé lobotomizado pode grunhir qualquer absurdo que ninguém vai contestar. Por que? Porque não se pode provar absolutamente nada. Vale tudo! É o samba do crioulo doido. E quem foi cair nessa conversa mole jogada por Mônica? Eduardo é claro, o bem intencionado de plantão. E ainda temos mais um achincalhe ao garoto (E o Eduardo ainda estava no esquema escola - cinema - clube - televisão). O que o Sr. Russo queria? Que o esquema fosse "bar da esquina - terreiro de macumba - sauna gay - delegacia"?? E qual é o problema de se ir a escola?!?

Em seguida, já se nota que Eduardo está dominado pela cultura imposta por Mônica (Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia, teatro, artesanato e foram viajar). Por ordem:

1) Teatro e artesanato não costumam pagar muito imposto.

2) Teatro e artesanato não são lá as coisas mais úteis do mundo.

3) Quer saber? Teatro e artesanato é coisa de viado!!!

Agora temos os versos mais cretinos de toda a letra (A Mônica explicava pro Eduardo Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar). Mais uma vez, aquela lengalenga esotérica que não leva a lugar algum. Vejamos: Mônica trabalha na previsão do tempo? Não. Mônica é geóloga? Não. Mônica é professora de química? Não. A porra da Mônica é alguma aviadora? Também não. Então que diabos uma motoqueira transviada pode ensinar sobre céu, terra, água e ar que uma muriçoca não saiba?

Novamente, Eduardo é retratado como um debilóide pueril capaz de comprar alegremente a Torre Eiffel após ser convencido deste grande negócio pelo caô mais furado do mundo. Santa inocência... Ainda em (Ele aprendeu a beber), não precisa ser muito esperto pra sacar com quem... é claro, com a campeã do alambique! Eduardo poderia ter aprendido coisas mais úteis, como o código morse ou as capitais da Europa, mas não. Acharam melhor ensinar para o rapaz como encher a cara de pinga. Muito bem, Mônica! Grande contribuição!

Depois, temos (deixou o cabelo crescer). Pobre Eduardo. Àquela altura, estava crente que deixar crescer o cabelo o diferenciaria dos outros na sociedade. Isso sim é que é ativismo pessoal. Já dá pra ver aí o estrago causado por Mônica na cabeça do iludido Eduardo.

Sempre à frente em tudo, Mônica se forma quando Eduardo, o eterno micróbio, consegue entrar na universidade (E ela se formou no mesmo mês em que ele passou no vestibular). Por esse ritmo, quando Eduardo conseguir o diploma, Mônica deverá estar ganhando o seu oitavo prêmio Nobel.

Outra prova da parcialidade do autor está em (porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação). É interessante notar que é o filho do Eduardo e não de Mônica, que ficou de segunda época. Em suma, puxou ao pai e é burro que nem uma porta.

O que realmente impressiona nesta letra é a presença constante de um sexismo estereotipado. O homem é retratado como sendo um simplório alienado que só é salvo de uma vida medíocre e previsível graças a uma mulher naturalmente evoluída e oriunda de uma cultura alternativa redentora. Nesta visão está incutida a idéia absurda que o feminino é superior e o masculino, inferior. É sabido que em todas culturas e povos existentes o homem sempre oprimiu a mulher. Porém, isso não significa, em hipótese alguma, que estas sejam melhores que os homens. São apenas diferentes. Se desde o começo dos tempos o sexo feminino fosse o dominador e o masculino o subjugado, os mesmos erros teriam sido cometidos de uma maneira ou de outra. Por que? Ora, porque tanto homens quanto mulheres e colunistas sociais fazem parte da famigerada raça humana. E é aí que sempre morou o perigo. Não importa que seja Eduardo, Mônica ou até... Renato!"

Por: Por Adolar Gangorra | Publicado em 01/07/01



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TIC-TAC
TIC-PING
PING...


PING?!!!

Ploft's

...e a merda bateu no ventilador

quarta-feira, 30 de abril de 2008

...e que queime o mundo!!!

Bom... Como explicar este post?

É o seguinte, existe um amigo o qual considero muito de minhas épocas de colégio, na verdade é o único que tive vergonha na cara de manter contato após aqueles anos esquisitos... Na época eramos questionadores por natureza... E hoje, 11 ou 12 anos depois; ao menos eu, me tornei ainda mais questionador e de fato, um pouco amargo... Ele, após passar por 4 universidades para encontrar seu caminho, acho que agora vai... rsrs Eu, passei por apenas 1 e já estou de saco cheio, injuriado ao extremo, pensando sériamente em montar uma guerrilha urbana só por diversão... rs

Mas já que ninguem lê este blog mesmo, segue abaixo nossa última troca de scraps, ocorrido entre os dias 23 e 25 de abril... Achei interessante... Bom, percepções de mundo, sabem como é...


Comentário: Raiva Incontida I – O desabafo. (Vindo do meu camarada da Psico-USP)

"(...)não esquenta não cara. depois tomaremos as brejas.
então meu velho. desde ontem de manhã tô na raiva do caralho!!!

tipo, sangue no zóio mêmo!
tá ligado quando tu não sabe de onde vem...então, é por aí...tava foda, m
as agora deu uma

melhorada...eu sei de onde veio, para te falar a verdade, é que é meio foda de eu lidar com esta treta em mim...aí, fico puto!!
e aí, co
mo tu tá cara, de boa?

abração ié!"

Resposta: Raiva Incontida II – A Revolta! (Vindo de mim, Ex- R.I. inconformado e revoltadíssimo)

"é, eu sei bem como é isso... essas crises de raiva, de certo modo foi o que me levaram de volta à fluoxetina... crises e explosões de raiva; te contei que estes tempos atrás, estava com meu pai, dirigindo, e um cara estava parado em fila dupla em Limeira, atravancando o trânsito? velho, me subiu o sangue de tal forma que o primeiro impulso que tive foi descer do carro para descer o kct no cidadão... sorte que meu pai tava no carro e me disse "caaaalma que a coisa não é por aí"... pq senão... sei lá... o que não me impediu de encostar o carro ao lado do dele e xingar até a 3ª geração anterior a dele, que permitiu que tal energúmeno nascesse.

ah cara, eu tou naquelas ainda... tou naquela crise existencial ferrada; tenho comentado isso contigo, por um lado têem me aparecido trabalhos para fazer no meu ramo, mas tenho declinado todos... porque não é o que quero fazer, você sabe... lembra as épocas de colégio? o que gostávamos mesmo? pô, sempre curti música naquela época... e sempre estive envolvido no meio, você lembra... aí, me pergunto como raios fui parar em comércio internacional...? um questionamento leva a outro, outro puxa mais um, e por aí vai... aí, minha conclusão final é que esse mundo é uma bosta mesmo e que todas as pessoas são cegas... algumas, por vontade própria e outras, porque vivem uma ilusão coletiva forte demais para ser rompida...

aí, fico com raiva dos "cegos por vontade própria", porque os considero omissos; contribuem com um sistema falho, corroído, e que esta se auto-consumindo... mas antes de "se consumir", o que não percebem é que o sistema todo irá consumir primeiramente todas as pessoas... é um lance meio "lube da luta" ou "Tyler Durden"... mas pô, sei que isso também é uma utopia, ou melhor; uma "distopia"...

os cegos vivem uma ilusão coletiva, os sóbrios são pessimistas, e aqueles sóbrios que ainda tem uma capacidade crítica, sofrem por estarem inseridos nesta realidade estúpida e aparentemente tão sem sentido... aliás, não tão sem sentido assim... como disse o Sr. Carlos Carbonel na tal entrevista que te enviei outro dia... "vejo um motivo muito grande para tudo isso... que é a morte... a morte de um "sistema" de coisas"... tah, legal... acho sábias estas palavras, isso vai diretamente de encontro com o tal "sistema que esta se auto consumindo e consome à todos primeiro" que mencionei alí em cima... velho... me perdôe o comentário aparentemente fora de contexto... mas o duro é pensar em tudo isso, e ter que aguentar comentários do tipo: "você não acha que você esta sendo negativista demais?" ou então, "acho que você deveria ler o livro ""O Segredo"" e ""A lei da atração" (!!!!)

ah meu, vai tomar no cú; aliás, as pessoas que dizem isso, se não quiserem ir tomar no cú por vontade própria; talvez se eu fosse mais forte eu poderia tentar fazer um origami com o corpo delas e enfiar a cara delas bem no meio de suas próprias bundas... velho!!!! que bosta de literatura é éssa???? auto-ajuda pseudo picaretagem a lá Paulo Coelho & cia agora??? meu!!!! porra!!!!

ahhh... sei lá, sei lá; um grande sei lá para tudo...

outro dia estava dando umas voltas pela livraria cultura lá no Conjunto Nacional, na Paulista... eis o livro que vejo na prateleira, como um dos mais vendidos... "Os cinquenta melhores livros de auto ajuda - uma sinopse" (????!!!!!) puta que pariu meu!!! ...as vezes penso que talvez a melhor auto-ajuda que eu poderia ter no momento seria pegar uma AK-47, e sair correndo pela Av. Paulista para ver quantos eu levo comigo, antes de ser abatido... sei lá... porque juro que, se eu sentasse na frente de algum pseudo-psicólogo agora e ouvisse algo do tipo: "ah, mas vc não acha que esta dramatizando um pouco as coisas"; seriam grandes as chances de chamar o fdp de picareta-ladrão (pelo $$$ da consulta) e iria dar uma surra no cidadão... (hehehe nada pessoal quanto à psicologia, VC sabe bem como adoro muito psico.) cara... gostei deste scrap... acho que hey de uppá-lo tabm no meu blog... blz? ...e fodam se o passado, foda-se todas as ex- namoradas, foda-se todos os valentões do colégio... fodam-se todas as Márcias e Letícias que existem por aí... foda-se a merda da igreja quadrangular, foda-se todas as câmaras dos vereadores desta bosta de país... foda-se os cérebros humanos falhos por natureza... foda-se a bosta do apêndice humano que não serve para porra nenhuma a não ser inflamar e ter que ser arrancado em uma cirurgia... fodam-se meus vizinhos... fodam-se os amigos que têm limites para o que é a amizade... foda-se o filho da puta que liga no meu celular as 3:30 da madruga e diz que foi engano... fodam-se todos os chefes, diretores, gerentes e supervisores deste mundo... enfim, foda-se este mundo; que o ser humano seja extinto pois é só para isso que ele deve servir afinal... ...arrrráááámmm... bom, me desculpe o desabafo... mas vc sabe como sou, as vezes tenho essas crises de raiva incontida... rsrsrs forte abraço meu amigo...

Andreas

Óia só que vídeo bonitinho... Uma fofura!

Comentário final: ...e tem gente que acha aquela merda de série que passava no programa "Fantástico" da rede Globo com "contos" de Nelson Rodrigues chamado "A vida como ela é" interessante...? Quer saber? Foda-se a rede Globo também. foda-se o Fantástico e a bosta de depressão que me causa por me lembrar que o dia seguinte é uma segunda feira. Ah é? Não gostou? Então foda-se você também!! Ponto...

agora, se me derem licença vou fumar um cigarro, tomar um café e me encostar em algum canto para planejar como destruir as bases da (des)civilização moderna...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

"O Cellista de Sarajevo"

As pessoas que me conhecem, sabem de minhas opiniões um tanto quanto radicais acerca alguns temas em se tratando de Brasil e da pouca vergonha que impera por aqui, quando o assunto envereda para questões ética e valores, por parte das pessoas em geral. Alguns já me mandaram tomar no cú por dizer que o que este país precisa na realidade é uma tragédia, sentir o peso de uma guerra de verdade. Reafirmo minha opinião de que isto com certeza ajudaria a vários “cérebros” mesquinhos, provincianos e que se julgam o ápice da perfeição humano-social; a entender que se todos nascem de forma igual, todos morrem da mesma forma; seja em um leito de hospital – entupido de anestésicos - ou seja em uma trincheira – desmembrados e sentindo o que é “estar vivo” através da dor.

Procurando não utilizar as já famosas frases feitas, mas é bem verdade o que dizem, é na guerra – bem disse o filósofo – que o melhor e o pior do ser humano vem a tona.

Aproveitando o gancho e deixando de lado um pouco a bile que anda impregnando minha alma nos últimos tempos, opto por “mudar de lado” e narrar um fato que passou quase despercebido durante a guerra na Bósnia-Herzegovina, e que mostra um pouco do potencial humano para o “bem” por alguns poucos seres iluminados que existem neste mundo.

"Crazy" - Seal; Imagens: Sarajevo under Siege

Durante a guerra na antiga Iugoslávia, em 6 de Abril de 1992 a cidade de Sarajevo foi cercada pelas forças Sérvias, no que veio a se tornar o maior cerco a uma cidade já acontecido na história das guerras modernas; uma guerrilha que perdurou até 1995, quando cessaram-se as hostilidades.

Após o início do conflito, um Violoncelista chamado Vedran Smailović, assim como outras centenas de milhares de pessoas; sobreviveram ao frio intenso, racionamento de água e comida bem como os constantes bombardeios à cidade e tiros de “Snipers” nas ruas da cidade sitiada.

Smailović era conhecido por suas brilhantes atuações na Opera de Sarajevo, na Orquestra Filarmônica de Sarajevo bem como no Teatro Nacional; mas sua fama “mundial” se projetou durante a guerra, quando, apesar do fogo cruzado e risco de ser atingido por atiradores de elite das forças Sérvias, ele diariamente ia às rosas de Sarajevo – cicatrizes no concreto causadas por explosões de morteiros que deixavam um padrão em forma de flores, e; caso as mesmas ceifavam a vida de alguém, eram preenchidas com resina e pintadas de rosa como uma homenagem – e tocava seu Cello.

Outro fato pelo qual ele era conhecido, era quanto à suas freqüentes idas aos cemitérios em Sarajevo para tocar durante os enterros; naquele momento, ocasiões de extremo perigo, pois as forças Sérvias tinham por hábito atacar os civis com atiradores de elite durante tais cerimônias – não devemos nos esquecer uma das principais motivações desta guerra, as diferenças religiosas existentes entre os envolvidos.

Mas, a história mais marcante relacionada ao Sr. Smailović, foi quando um morteiro atingiu um grupo de pessoas que estavam em uma fila para comprar pães, em um estabelecimento comercial em frente à sua casa. Neste episódio, 22 pessoas perderam suas vidas, algumas simplesmente tiveram seus corpos desintegrados pela explosão, o que deixou uma grande cratera no local. Entre os mortos e feridos, haviam vários senhores de idade, mulheres e crianças, muitos dos quais, amigos de Smailović. Naquele dia, como se para honrar as almas que se perderam, o Violoncelista decidiu tocar ao lado desta cratera no início, por 22 dias seguidos, todas as tardes em homenagem aos mortos. Após, ele continuou tocando por quantos dias, aquela guerra ainda causassem vítimas...

A estória real deste homem hoje mistura-se com lendas, muitas das quais não são possíveis de se verificar a veracidade; como a que diz que durante os bombardeios noturnos Sérvios à Sarajevo, Smailović ia com seu Cello as ruínas da antiga fonte central da cidade, e executava peças centenárias de Mozart, Bethoven e Bach. Gosto de pensar exatamente neste ponto sobre a diferença cultural existente entre nós, ocidentais do mundo novo; e os ocidentais do velho continente...

Particularmente, as pessoas aqui deste lado do hemisfério tendem a encarar as artes como manifestações de luxo e status, quase uma coisa frívola; salvo raras exceções. Mas, para os Europeus em geral, a imagem que fazem das artes é de que em determinado momento, elas nos fazem lembrar de nossa humanidade inata, mas por muitas vezes esquecida...

Smailović conseguiu escapar da cidade sitiada em fins de 1993, e seus atos inspiraram a imaginação de muitos ao redor do mundo. O compositor David Wilde compôs uma peça para Cello conhecida por “O Cellista de Sarajevo” em uma homenagem a ele, e que posteriormente foi gravada por YoYo Ma. Entre outros que tiveram inspiração nesta história, temos o produtor e co-compositor da banda Savatage, com seu formidável álbum “Dead Winter Dead”, principalmente nas músicas Christmas Eve/Sarajevo 12/24, bem como o cantor folk John McCutcheon, compondo a música “In the Streets of Sarajevo”

Hoje, passados quase 16 anos destes acontecimentos, é interessante percebermos sua coragem em realizar tais atos, bem em como ele decidiu protestar contra os absurdos que ocorreram nesta guerra. Sua resposta, foi talvez fora a mais sensata que já houve na história da humanidade em períodos de guerra... Responder à violência, com a harmonia da música. A única resposta razoável a uma guerra, é a harmonia...

Atualmente, Smailović vive na Irlanda do Norte, e participa de inúmeros projetos musicais eruditos, bem como a promoção de ONG’s voltadas à ajuda humanitária a regiões que sofrem com as agruras das guerras, sejam estas por quais motivos forem...



Imagem acima:

Link Clip: "Siege of Sarajevo Memorial" - sob a música "Christmas Eve/Sarajevo 12/24," - Savatage



Me irrita certos artistas oportunistas que visitam lugares em que ocorrem desastres humanos. Este é o caso do vídeo acima, cuja autoria, Sra. Joan Baez, não teve o mínimo descaramento em colocar uma música de sua autoria como trilha sonora. Mas o clip tem seu mérito, pois no final do mesmo, aparece Smailović em uma das únicas imagens suas existentes em filme, durante a guerra.





quarta-feira, 26 de março de 2008

Os "Baby Bundas"


Querida(o) Amiga(o),

Em algum momento entre 2008 e 2009, a economia dos EUA, Inglaterra e Rússia devem experimentar a pior recessão da sua história. Os economistas do primeiro mundo esperam uma desaceleração radical de todos os meios de produção em função da aposentadoria em massa dos Baby Boomers. O consumo deve cair drasticamente com dois terços dos Baby Boomers se aposentando até o final da década. 80% do melhor do consumo nos EUA, Inglaterra e Rússia é feito hoje pelos Baby Boomers que estão pendurando as chuteiras.
Para complicar o cenário, o alongamento da expectativa de vida das pessoas vai trazer grandes problemas para a vida dos boomers. Os seus pais estão vivendo mais, o que os obriga a sustentar os mais velhos e ainda sustentar os filhos que não se estabeleceram na vida.

Estima-se que 67% dos Baby Boomers aposentados vão ficar sem dinheiro ainda em vida. A grande maioria dos Baby Boomers contam apenas com os seus imóveis como fonte de receita quando aposentados. Entretanto, a problemática imobiliária americana já desvalorizou as suas residências em 15%.
Baby Boomers é o termo usado para descrever a geração de pessoas que nasceram no Pós Segunda Grande Guerra entre 1946 e 1964 nos EUA, Inglaterra e Rússia.

Foram eles os grandes responsáveis nas últimas três décadas pela consolidação do estilo de vida que a grande maioria das pessoas apreciam: casa, carro, televisão, família, restaurantes, shopping centers, clubes, entretenimento cultural e viagens de lazer.
Há anos se discute o impacto da aposentadoria dessa geração para o nosso futuro. Quem vai substituir os médicos, engenheiros, professores, advogado e arquitetos que estão se aposentando? Os americanos estão realmente preocupados com a questão. Para se ter uma idéia da importância desse assunto, uma busca básica no Google aponta 4.810.000 milhões de páginas sobre Baby Boommers. O Brasil não está muito preocupado com esse assunto, mas deveria. Vai faltar gente para desempenhar as funções mais básicas da economia: fazer conta e escrever. A coisa vai ficar muito feia até 2010. Nesse momento a Catho está anunciando 2.578 vagas abertas para Engenheiros Civis, 1.451 para Engenheiros Eletrônicos, 2.209 para Engenheiros de Telecomunicações, 8.121 vagas para profissionais de educação, 5.794 para profissionais Financeiros, 14.611 para profissionais de informática e 3.308 para profissionais de logística e suprimentos.

Quem irá preencher essas vagas?
E quantas novas vagas poderiam ser criadas se tivéssemos cérebros adicionais para criar planos de negócios sólidos? Para cada novo cérebro que soubesse fazer planos de negócios, teríamos 100 novos postos de trabalho, diretos ou indiretos. Para cada novo cérebro que soubesse executar um plano de negócios, teríamos 200 novos postos de trabalho.

Mas, quem irá preencher essas vagas?


Quem? Quem?


Os Baby Boomers tem muitos fãs e críticos ferrenhos. De um lado dizem que os Boomers são os grandes responsáveis pela expansão dos nossos direitos individuais. A causa feminista, os direitos dos homosexuais, os direitos civis, os direitos dos deficientes físicos são algumas das conquistas dessa geração. Além disso, a criação da televisão, a proliferação do rádio e das mídias revistas e jornais permitiram que o indivíduo passasse a ter maior controle sobre a informação que recebe. Por outro lado, os Boomers são acusados de ignorar o futuro e pensar apenas no seu bem estar individual. Investiu-se pesado na construção de fábricas, cidades e carros, deixou-se de lado o meio ambiente.

Quem critica os Baby Boomers são os líderes das gerações que vieram depois, as chamadas Gerações X e Geração Y. Muito provavelmente a sua ou a minha geração.

A Geração X é marcada pela falta de otimismo, cinismo e apatia política no status quo. Os Xs acreditam em Deus, são abertos a todo tipo de religião, mas não seguem nenhuma. A Geração X é caracterizada pela forte tendência ao empreendedorismo fora da caixa. Os Xs criaram a internet, os movimentos de Anti-Globalização e Meio Ambiente. Faz parte da Geração X quem nasceu entre 1964 e 1975.


A Geração Y é sobre quem nasceu entre 1976 e 1994. É a geração dos "sem teto"; não conseguem arrumar um bom emprego que pague o aluguel de um apartamento próprio. É a geração que precisa do dinheiro dos pais Baby Boomers para viver. Entretanto, são geralmente filhos de pais separados, por isso dependem de um ambiente social sadio no escritório para compensar a perda doméstica.
Eles cresceram com a informação na mão, eles têm computador, celulares, messengers, blogs, iPods e toda a tralha da vida moderna. Eles têm tudo, acham que sabem tudo, mas ainda não são nada, nem fizeram nada de realmente relevante com o que sabem. E pior, estão dispostos a perpetuar tudo que sabem que está errado. Eu chamo essa geração de Baby Bundas.

Eu chamo de Baby Bundas todos aqueles que têm a informação na mão mas não sabem o que fazer com ela. Não sabem por onde começar e muito menos onde quer terminar.
O Baby Bunda sabe que usar crachá corporativo é ridículo, mas não vêem a hora de pendurar o crachá de diretor da empresa no pescoço para desfilar na hora do almoço; eles sabem que ter carro corporativo é sacanagem com os estagiários que andam de ônibus, mas não vêem a hora de botar as mãos no novo Corolla 2009; eles sabem que chefe com sala grande é uma grande injustiça com os funcionários que têm que trabalhar apertados em micro cubículos sem privacidade, mas não vêem a hora de virarem chefes para ocupar a sala panorâmica com vista para a Berrini ou Paulista; eles sabem que demitir as pessoas pela idade, cor da pele, e origem é puro preconceito, mas não vêem a hora de ter o poder na mão para contratar mulher gostosa, os amigos da faculdade e mudar o escritório para a rua da badalação; eles sabem que corrupção é um dos maiores males da humanidade, mas não vêem a hora de meter a mão no cartão corporativo da empresa para levar cliente para a casa da luz vermelha. O Baby Bunda é um cego cerebral.

O Baby Bunda acredita em regras mesmo quando não as fez; acredita em harmonia mesmo quando não a tem; acredita em certezas mesmo quando nada está claro. Baby Bunda acredita em hierarquias, organogramas, status, popularidade e legado.
Baby Boomers, Geração X e Geração Y talvez não tenham nada a ver com o Brasil. A nossa geração de Boomers não lutou no Vietnã nem muito menos assistiu ao assassinato de um grande líder carismático como JFK e Martin Luther King. Pelo contrário, os Boomers brasileiros se calaram durante a ditadura militar. Eles aproveitaram o momento para fazer o pé de meia, levar um pedaço do pau brasil.

A nossa geração X tá comprando agora o primeiro computador, montando agora as suas próprias empresas por falta de opção, se divorciando em igual proporção. A nossa geração Y, bem, a nossa geração Y está bebendo nesse exato momento uma Kaiser, ou tomando uma Brahma na Zeca Hora (Eu nunca vi tanta menina de dezoito anos gorda como agora), atualizando o profile na Orkut, postando comentários em alguns blogs, ou despedaçando o carro do pai no poste da esquina.


Será que existe alguma geração de brasileiros pela qual podemos nos orgulhar?


Eu espero que sim.



Fonte: Anônimo - Agradecimentos: Rogério Fontainha / Roger design