quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Deusa Ishtar, 2.000 A.C...

Ishtar (também grafado como Istar) é o nome de uma das mais importantes deusas da mitologia mesopotâmica, deusa do amor, da fecundidade, dos nascimentos, dos combates e da cura. Ann-Déborah Lévy assim a descreve: "O caráter da deusa babilónica Istar resulta da fusão de duas divindades mais antigas: Inana, Deusa-Terra e Deusa-Mãe sumeriana, e Istar, de que ela conservou o nome, deusa semítica dos combates e da estrela da manhã".

As origens da Deusa Ishtar se estendem a um período antedeluviano, sendo mencionada na “Epopéia de Gilgamesh”, suposto rei mortal que governou a cidade estado de Uruk, que em estimativas situa-se logo após o período pré-histórico, mais precisamente em algum período do primeiro século do XXI milênio A.C.

A “Epopéia de Gilgamesh” é o primeiro registro humano escrito que se tem conhecimento, sendo que os mesmos foram esculpidos em tábuas de argila e encontrados nas escavações arqueológicas junto aos restos do palácio de Nínive. E as mesmas só puderam ser traduzidas do cuneiforme, com a descoberta da “Inscrição de Dario”, encontrada na rocha de Behistun, perto de Kermanshah, na Pérsia, escrita em caracteres cuneiformes em três línguas – o persa, o babilônico e o elamita arcaicos.

Muitos paralelos costumam ser traçados entre a Deusa Ishtar e suas sucessoras em outras culturas mais recentes, como Afrodite; Deusa grega da beleza e da paixão carnal, ou ainda Vênus. No entanto, apesar das qualidades demonstradas por Afrodite e Vênus serem o amor e a beleza; Ishtar apresenta um lado mais sombrio, portanto mais condizente com a realidade. Ela era a rainha do céu, e como Deusa do amor e da guerra, era uma personagem ambígua, portanto; de caráter mais humano. Quem não se lembra de Helena de Tróia, rosto cuja beleza fez milhares de navios lançarem-se ao mar para a guerra de Tróia?

Dotada desta ambigüidade, Ishtar era sem duvida uma Deusa bela e terrível. Sua beleza fica clara em um hino composto em 1600 A.C.; “Reverenciai a rainha das mulheres, a maior entre todos os Deuses; o amor e o deleite revestem seu corpo; ela esta cheia de ardor, encanto e voluptuosa alegria; seus lábios são doces, sua boca é a vida, a felicidade atinge seu auge quando ela esta presente; que visão gloriosa! Os véus cobrindo seu rosto, suas graciosas formas, seus olhos cheios de brilho”. Esta é a radiante deusa do amor em sua primeira aparição à Gilgamesh, mas ela logo se transforma e assume uma face mais familiar, o da “Senhora das dores e das batalhas”.

É a este seu caráter que lhe foi dirigido um hino da Babilônia: “Oh estrela da lamentação; fazeis com que o irmãos na paz se ponham em luta uns contra os outros e, no entanto, inspirais uma amizade leal e perseverante. Oh, poderosa, senhora das batalhas, que derruba montanhas.”

Em uma análise mais aprofundada, podemos compreender aonde se encaixa o arquétipo na psique dos seres humanos desta bela e terrível deusa, traçando-se um paralelo entre a existência física de certas mulheres e o aparente poder hipnótico e sedução que as mesmas possuem, que sintetizam bem o caráter da Deusa Ishtar como a personificação da complexidade feminina: A dança e sensualidade.

Hoje em dia as verdadeiras dançarinas da alma, principalmente as que se utilizam das culturas oriundas do antigo oriente médio são as que praticam a dança do ventre.

Dentre os muitos episódios do mito de Ishtar, um é particularmente relacionado à dança: a história da descida de Ishtar ao mundo dos mortos. A deusa empreende esta jornada em busca de Tammuz, seu amado, que havia morrido em um moinho de grãos. No mundo dos mortos, Ishtar é obrigada a atravessar sete portais e a deixar, em cada um deles, um ornamento ou peça de sua vestimenta. Enquanto a deusa se encontra no mundo dos mortos, a vida fenece sobre a terra - é a estação de estiagem, quando a vegetação seca e os rios se esvaziam.

Quando Ishtar ressurge dos abismos, a vida renasce na terra, os campos se cobrem de relva verde e nos rios volta a correr água abundante. A dança dos sete véus é por vezes associada a essa passagem da mitologia de Ishtar, sendo esta uma da mais famosos, belos e misteriosos ritos primitivos.

Esta dança não era praticada em ritos de fecundação como muitos acreditam; mas pelas sacerdotisas dentro dos templos da Deusa Egípcia Ísis; posterior à Ishtar mas com clara influencia cultural da mesma. A sacerdotisa oferecia a dança para a Deusa que dentro dela existe, e lhe da beleza e força.

Essa dança era realizada em homenagem aos mortos. As sacerdotisas, em seus templos, retiravam não só os véus, mas todos os adereços sobre o seu corpo, para simbolizar a sua entrada ao mundo dos mortos sem apego a bens materiais – neste caso, em uma clara analogia à Ishtar.

Determinada, Ishtar atravessou os sete portais do submundo, e em cada portal deixou um de seus pertences: um véu ou uma jóia (cada um deles representando um de seus sete atributos: beleza, amor, saúde, fertilidade, poder, magia e o domínio sobre as estações do ano). O véu representaria o o que ocultamos dos outros e de nós mesmos. Ao deixar os véus Ishtar revela sua verdade e consegue unir-se a Tamuz.

Mais tarde passou a simbolizar as sete cores do arco-íris, os sete planetas conhecidos na época (que estão representados na dança como possuidores de qualidades e defeitos que influenciam o temperamento das pessoas) e os sete chackras (pontos energéticos do corpo humano). Com isso, a dança passou a ser realizada por bailarinas, que limitavam-se a retirar os véus. A retirada e o cair de cada véu , significam o abrir dos olhos, o cair da venda, que desperta a consciência da mulher bem como a evolução espiritual.

Muitos mitos se dizem a respeito das Deusas Ishtar, Isis, Vênus, Afrodite entre tantas outras...

...entretanto, cabe ressaltar que, falando-se de dança do ventre, não existe verdade e nem tãopouco mentira absoluta.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Jacqueline Du Pré & Cello

Não vou ficar aqui enganando ninguém. Não sou especialista em música clássica, embora gostaria muito de ser. Meus estudos em cima de instrumento clássico é recente, embora o gosto tenha vindo já há muito. Melancólico, soturno, velho. Assim é que vejo o Cello: como um espelho do que sou. Aquele som grave e ranzinza me fascina.

Embora possa soar arrogante, não deixo de me sentir privilegiado. Pois, o fato é que sobrevivi ao mau-gosto da minha geração, que se deixou contaminhar impiedosamente por pagodes, sertanejos, axés e coisas do gênero. Aos trancos e barrancos, acho que consegui consolidar um gosto que apesar de incoerente, está sempre em busca de algo mais do que a vulgaridade que se oferece às massas.

Quantas coisas maravilhosas descobri em minha curta jornada pelos clássicos. E quanto ainda há para ser descoberto!

Compositores como Respighi, Elgar, Dvórak e nosso querido Bach para citar o mais conhecido, tem me acompanhado por longas madrugadas de reflexão e viagens intrapessoais; normalmente regados à vinho e incensos.

No entanto o que a maioria das pessoas desconhece, são os intérpretes de suas obras que imprimem toda a sua alma em suas releituras e execuções; como Yo-Yo Ma, Paul Casals, Rostropovitch e claro, a saudosa Jacqueline du Pré.

Jacqueline du Pré, violoncelista de origem Inglesa, tinha um desempenho raro e Brilhante, aclamada por sua habilidade técnica, sua profundidade e a paixão que imprimia em suas interpretações.

Tinha o melhor desempenho conhecido tocando concertos para violoncelo, especialmente o Concerto para violoncelo em Mi menor de Elgar.

Da mesma maneira que sua carreira foi brilhante; infelizmente também o foi trágica e curta, pois aos 28 anos começou a apresentar os primeiros sintomas da esclerose múltipla.

Nascida em Oxford, Inglaterra, Du Pré ouviu pela primeira vez e perguntou por um violoncelo quando tinha quatro anos de idade, começando a tocar com cinco. Aos seis anos entrou para a escola de violoncelo em Londres. Aos sete anos de idade apresentava seu primeiro concerto.

Quando completou 11, ganhou o primeiro prêmio internacional de violoncelo de Suggia, mesmo que a competição estivesse aberta aos concorrentes maiores de 21. Du Pré continuou a ganhar prêmios durante todos os seus anos de escola, incluindo em cima da graduação de Guildhall, em 1960, a medalha de ouro da escola.

O reconhecimento profissional de Jacqueline du Pré veio em 1961 quando tocou no Salão Wigmore, em Londres, um raro violoncelo que lhe foi oferecido por um anônimo - um Stradivarius de 1672 conhecido por “Stradivarius Dadidov; ou também Davidoff), fabricado na Italia pelo conhecido luthier Antonio Stradivari, de Cremona.

Sua intensidade e virtuosidade impetuosas atraíram a atenção imediata, e levantou-se logo ao ápice de sua profissão, viajando por toda Europa e América do Norte.

Após diversos anos muito ocupados, viajou a Moscou em 1966 para estudar com o renomado violoncelista e maestro Mstislav Rostropovich. Em 1967, du Pré casou com o pianista e maestro Daniel Barenboim, e os dois executavam e gravavam juntos freqüentemente.

Em 1971, no topo de sua carreira, du Pré começou apresentar dificuldade ao tocar e, às vezes, era incapaz de sentir seus dedos. Fez exames e, durante um ano, parou de se apresentar. Em 1973, fora-lhe diagnosticada esclerose múltipla e du Pré teve que aposentar-se. Impossibilitada de tocar, começou a ensinar e trabalhou em nome da pesquisa da esclerose múltipla. Foi eleita violoncelista oficial da ordem do império britânico em 1976. Jacqueline du Pré faleceu em 19 de outubro de 1987, em Londres.



Vídeo - Jacqueline Du Pre em backstage, antes do concerto de Schubert; "Forellenquintett"

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Reflexões Revisitadas...

Sim, estava uma noite agradável
A ser dito não havia nada - simples assim...
Sem roteiros, a noite se abriu em um descortinar...
Assim feito, veio a rendição e a aceitação;
De que no final, o tudo e tambem o nada, valem a pena...

Mas não no sentido sombrio, minha querida... Não como seus lápis para os olhos...
"Vê lá no fundo; aquela luz suave?"
É o equilíbrio perfeito, Eros & Thanatos...
O amor quantico eterno em conflito com a finitude da carne...
Bem, percebes que estas eram as amarras...?

A estrela da vida e a lua da noite sombria...
Quando eles assim se manifestam, equilibrados;
Então a existência se torna esta;
Uma linda e eterna dança sobre o fio da navalha...

- "Vês, nesta dança não existe espaço;
Para egos e personas, este teatro de máscaras...
Quem as mantem de fato não enxergam;
O que se tornou claro para aqueles que por mal;
Ou por bem, perderam as suas..."

Egos são fictícios, produtos de uma inverdade;
Uma mentira necessária pois aqui estamos no que construimos;
Mas não enxergamos por enquanto o que esta além...
A verdade as vezes dói, machuca, eu sei...

Mas sabes que a dor é um passo necessário.
É a iniciação, despir-se da carne;
Afinal, já cruzamos o ponto de não retorno...
E hoje, por sermos o que somos; enxergamos;
O que apenas se sente, não se vê...

Porque sei que, alem do vazio;
Reside o sentir-se pleno de amor...
Portanto é isso que está sendo arrancado de tí;
Velhas vestes que não mais te servem;
Que darão espaço à novas, ainda mais belas...

...afinal, não estamos na noite; aonde as estrelas costumam brilhar;
Em toda a sua plenitude...?
Não existem palavras para descrever eu bem sei; então, apenas;
Brinco com as tuas...


- "Não, o gato branco não teme que seus scarpins pretos lhe façam algum mal; pois o
mesmo lhe conhece há muito já..."

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Para entender as diferentes vertentes do Metal e do Rock...

...vamos imaginar uma situação e seus respectivos desfechos na abordagem de cada estilo.

"No alto do castelo, há uma linda princesa - muito carente - que foi ali trancada e é guardada por um grande e terrível dragão"...



METAL MELÓDICO: O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco; mata o dragão com sua espada mágica; salva a princesa; fogem para uma floresta encantada, onde fazem amor, observados por duendes.

THRASH METAL: corre até o castelo, "duela" com o dragão, pega a princesa e fode ela

FOLK METAL: chega uma galera tocando acordeon, fazem o dragao dormir depois de tanto dançar, e vao embora... sem a princesa...

VIKING METAL: chega em seu cavalo, desce e mata o dragao com um machado, assa e o come. Depois pega e fode com a princesa e dorme em volta da fogueira.

HEAVY METAL: O protagonista chega no castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela.

DEATH METAL: O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa e vai embora.

BLACK METAL: Chega de madrugada, dentro da neblina. Mata o dragão e o empala em frente ao castelo. Sodomiza a princesa, a corta com uma faca e bebe o seu sangue em um ritual satânico. Depois descobre que ela não era mais virgem e a empala junto com o dragão.

WHITE METAL: Chega ao castelo, exorciza o dragão, converte a princesa e usa o castelo para sediar mais uma "Igreja Universal do Reino de Deus".

ROCK N' ROLL CLÁSSICO: Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre sufocado no próprio vômito.

PUNK ROCK: Joga uma pedra no dragão e depois foge. Picha o muro do castelo com um "A" de anarquia. Entra pelos fundos do castelo, quebrando uma janela. Enche a princesa de pircings. Abre uma barraquinha de fanzines no saguão do castelo. Expulsa a princesa, chamando-a de "Traidora do Movimento".

PROGRESSIVO: Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidas no último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o protagonista Heavy Metal.

HARD ROCK: Chega em um conversível vermelho com duas loiras peitudas e tomando Jack Daniel's. Mata o dragão com uma faca e faz uma orgia com a princesa e as loiras.

GLAM ROCK: Chega no castelo. O dragão ri tanto quando o vê que o deixa passar. Ele entra no castelo, rouba o Hair Dresser e o batom da princesa. Depois a convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.

DOOM METAL: chega la, olha o tamanho do dragao, fica deprimido e se mata. Dae vem o dragao, fode ele e depois o come.

GOTHIC METAL – O cavaleiro chega soturnamente. É lua cheia, o campo está tomado por um denso nevoeiro e ele lamúria o fato de o castelo estar tomado por tal criatura. Diante da tragédia, se lança contra o dragão, que o fere. Ainda assim, consegue com um golpe cortar a garganta daquele ser. Ajoelha-se sobre o sangue do voraz animal e, com as mãos recobertas pelo sangue, vai ao encontro da princesa.
Faz frio e sua respiração é densa. Ao encontrar a donzela, no entanto, vê que ela não se encontrava mais com vida e percebe que a princesa, desesperançosa em ser resgatada, cometeu suicídio. Fadigado pela árdua jornada, vê que o ferimento proferido pela criatura fora fatal e cai, morto, ao lado da amada. (Créditos quanto ao "Gothic Metal" - Murilo Biagioli, JP - Jornal de Piracicaba)

GORE METAL: Chega, mata o dragao. Sobe no castelo, fode ca princesa e mata ela. Depois fode-a dinovo. Agora queima a princesa. Na volta, fode com o dragao tb. Dae ele fica com fome e come o dragao e a princesa.



Comportamento - Levando a coisa mais a sério...

A música soa diferente em ouvidos diferentes. Os apaixonados pela música sejam estas em qualquer estilo; costumam defender o que ouvem com unhas e dentes...

Difícil senão quase impossível assistir a um programa de TV hoje em dia, e perceber algum tipo de sentimento nas músicas que estão em voga na midia. Vemos cada vez mais músicas mais enxutas em criatividade, ritmos que seguem os modismos, letras que - quando existem - seguem padrões impostos pelo mercado.

Resumindo, a música se tornou apenas mais um bem de consumo descartável.

- Onde está a música que vem da alma?

Em parte tive a oportunidade de acompanhar a evolução do Heavy Metal a partir de metade dos anos 80, e sempre convivi com o rótulo de "música de vagabundo", "música de drogado" ou ainda "música do diabo".

Para nós que vivemos neste cenário vemos outra realidade. Traçando o verdadeiro perfil dos fãs de música pesada, normalmente nos deparamos com pessoas que tem formação escolar acima da média, geralmente com nível superior. Pessoas cultas que tocam instrumentos musicais, que conhecem mais de um idioma, e que estão por dentro dos acontecimentos do país e do mundo.

Resumidamente podemos dizer que os amantes do Metal em todas as suas variações são pessoas bastante lúcidas.

Sustentando tal afirmação, vale citar uma pesquisa divulgada em 21 de março em Londres, realizada entre estudantes da Academia Nacional para Jovens Talentos.

A Academia Nacional para Jovens tem a reputação de selecionar e admitir apenas os 5% dos jovens com as mentes mais brilhantes do país. Entre estes 5%, mais de um terço dos entrevistados incluiu o Heavy Metal entre seus estilos favoritos.

Grupos como Slayer estão entre os favoritos, justamente pelo apurado senso musical contido em suas composições instrumentais, bem como as letras com mensagens políticas e a forte carga emocional.

Os responsáveis pela pesquisa reconheceram sua surpresa ao ver que os estilos menos populares entre os superdotados eram os que tradicionalmente são associados às mentes mais privilegiadas, como jazz e música clássica.O responsável pela pesquisa, Stuart Cadwallader, da universidade de Warwick, disse que os resultados obtidos mostram que estes jovens encontram no Heavy Metal uma espécie de "catarse", de forma particular os que, apesar da inteligência superior, têm baixa auto-estima.


Esse tipo de música agressiva serve também para que canalizem suas frustrações e insatisfação, disse Cadwallader, em conferência realizada na British Psychological Society, na cidade inglesa de York.De acordo com Cadwallader, "as pressões associadas à condição de superdotado talvez possam ser esquecidas, temporariamente, com a ajuda desta música".

Experiência Pessoal

Como mencionado acima, acompanho o movimento Heavy desde a metade dos anos 80, tendo já freqüentado variados shows de variadas bandas em diversos estilos diferentes.

Embora suspeito para dizer visto a minha predileção musical e raízes, afirmo por experiência pessoal que entre os shows que são possíveis se sentir uma energia sutil fortíssima permeando o local, os mais incríveis são os de Heavy Metal.

Minha paixão por este estilo continua; no entanto com a idade vamos nos tornando pessoas cada vez mais abertas à novos estilos e idéias. Para os que são mais próximos a mim, sabem que hoje em dia flerto muito com o clássico até mesmo por estar determinado a continuar aprendendo Cello.

Bom, no início do texto, perguntei “aonde está a música que vem da alma?”

A Música que vem da alma esta aqui, ao nosso redor, para ser sentida, degustada e apreciada; a verdadeira musica que nos toca. Tais musicas são aquelas que nos tocam direto em nosso coração. Musicas que despertam sentimentos. Musicas orgânicas, cheias de vida. Algumas mais sutis, outras mais violentas ou agressivas. Mas todas elas, musicas que nos passam algo.

O que esta de fato desaparecendo não é a musica de boa qualidade; e sim, a capacidade dos seres humanos de enxergar e valorizar tais qualidades em toda a sua variedade. Não são apenas
as musicas que se tornam cada vez mais toscas, e sim, o ser humano; pois a sociedade esta fazendo com que percamos a capacidade de apreciar toda a suavidade e nuances de tudo que são consideradas como belas artes...

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Tipos de Vinho: Nostalgia, como se classifica um “Chapinha”?

De tempos em tempos me bate uma nostalgia fudida em relação as minhas épocas de faculdade; porres totalmente inconseqüentes bem como a perfeita indiferença quanto ao tipo de etílico a ser empregado a fim de gerar aquela sensação agradável – as vezes nem tanto – de torpor.

Pois bem, estes dias estava eu conversando com um amigo destas épocas; companheiro de altos porres introspectivos e idéias alucinadas quando enveredamos para o assunto “Qual a diferença afinal de hoje sermos adultos, e quando éramos adolescentes?”

A resposta foi “Bom, hoje temos que acordar cedo e não podemos mais pedir dinheiro emprestado a nossos pais.” – Justo, quase perfeito, pensei eu...

Bom, pensando a esse respeito, e confrontando essa idéia com uma carta de vinhos com críticas ontem a noite em um restaurantes, me peguei pensando: Pombas; porque raios hoje, nós adultos, temos uma tendência a querer “florear” produtos simples, “complicar” coisas que são fáceis de serem resolvidas, etc...?

A idéia é; porque raios em meu ambiente de trabalho falamos em “Deadline” (Prazo máximo), “Bill of Lading” (Nota de embarque), “Joint Venture” (Associação comercial entre empresas), “Follow Up” (Acompanhamento); entre outros petardos do mundo dos negócios?


Porque raios em uma carta de vinhos de restaurante temos que lidar com palavras totalmente compreensíveis mas que não fazem sentido nenhum fora para um enólogo profissional? O que em termos de vinhos, significa raios “Acerbo, Adstringente, Agressivo, Agreste, Amplo, Áspero, Austero, Aveludado, Capitoso, Carnudo, Chato, Completo, Cru, Curto, Duro, Empoado, Fino, Fraco, Franco, Fresco, Frutado, Generoso, Gordo, Persistente, Pesado, Picado, Pleno, Quente, Redondo, Robusto, Velho...???”

Sinceramente, não tenho nenhuma lembrança do tipo: - “Cara, me vê uma garrafa de Chapinha tipo chardonnay ou cabernet sauvignon de sabor amplo, não agreste, de preferência levemente aveludado e que seja generoso ao palato” no balcão de uma padaria...


Bom, conclusão final... Vamos ficando mais velhos, e vamos ficando mais frescos... Portanto, fica aqui um apelo; voltemos todos à nostalgia de um belo Chapinha gelado ou até mesmo um São Tomé... Troco os R$ 70,00 por R$ 3,50 e garanto que irei me divertir muito mais...!

...e que fique bem claro que sim, admito que o vinho seja a bebida perfeita; mas mesmo o mais perfeito dos vinhos depende de uma ocasião e uma companhia perfeita.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Fala do Velho do Restelo ao Astronauta - “As Noivas Tristes do Afeganistão”


Há tempos gostaria de ter sentado para escrever algo sobre os textos e o vídeo abaixo; no entanto as idéias nunca chegararam a fluir completamente.
Talvez porque a reportagem choque. Talvez, porque o texto mostra um lado absurdamente grotesco do ser humano. Ou talvez simplesmente, porque o final do vídeo seja poesia visual pura.

Então, finalmente consegui fazer o link entre o que gostaria de dizer sobre tal reportagem; e para minha surpresa tal link não deve ser feito por minhas palavras; e sim pelo mestre José Saramago...

Talvez ele melhor do que ninguem, tenha entendido suas próprias palavras quando disse:
"(...)Acendemos cigarros em fogos de napalm E dizemos amor sem saber o que seja (...)"

...porque no final, o que nos resta alem da esperança...? As pessoas não costumam perceber que em momentos de dificuldades, os bens mais preciosos que podemos ter, são justamente os sentimentos que são esquecidos durante o dia a dia, quando parece que não existem problemas ao nosso redor e continuamos a navegar em nosso ocidentalismo, sem nos darmos conta do resto do mundo...




Fala do Velho do Restelo ao Astronauta

Aqui, na Terra, a fome continua,
A miséria, o luto, e outra vez a fome.

Acendemos cigarros em fogos de napalm
E dizemos amor sem saber o que seja.
Mas fizemos de ti a prova da riqueza,
E também da pobreza, e da fome outra vez.
E pusemos em ti sei lá bem que desejo
De mais alto que nós, e melhor e mais puro.

No jornal, de olhos tensos, soletramos
As vertigens do espaço e maravilhas:
Oceanos salgados que circundam
Ilhas mortas de sede, onde não chove.

Mas o mundo, astronauta, é boa mesa
Onde come, brincando, só a fome,
Só a fome, astronauta, só a fome,
E são brinquedos as bombas de napalm
.

- José Saramago


Altar de Sacrifícios – “As Noivas Tristes do Afeganistão”


(...)Na visita à capital, Cabul, eles acompanharam um casamento arranjado e, a partir dele, entendemos porquê um movimento de auto-imolação se espalha entre as afegãs. Elas preferem a dor física à dor da humilhação.

Fahima não parece uma noiva feliz. As imagens mostram um casamento arranjado. De um lado do salão só as mulheres. Além delas, podem circular apenas o noivo, seu pai e irmãos.
Do outro lado do tapume, os homens, a banda de música, a alegria.
No lado deles as câmeras são permitidas. O dia em que um homem vira chefe de família tem que ser fotografado e muito comemorado.

Do lado das mulheres, as câmeras não entram. A família abriu uma exceção para que eu filmasse algumas partes da cerimônia com uma câmera pequena e o que ficou registrado foi a profunda tristeza da jovem Fahima.

A tristeza é velha conhecida destas mulheres. Depois de enfrentar quase duas décadas de guerra, elas foram impedidas pelo governo de estudar ou trabalhar e o fim das proibições, há três anos, não mudou muito a situação.

O Afeganistão é um país que ainda vai guardar durante muito tempo as marcas do regime radical talibã. Mesmo na mais cosmopolita de suas cidades, Cabul, ainda não são muitas as mulheres que se atrevem a sair às ruas sem a burca e aquelas que decidiram abandoná-la para usar apenas o véu cobrindo a cabeça ainda são vistas com alguma desconfiança por parte da população local.

As mulheres escondem sob a burca o medo da reação de famílias conservadoras, maridos autoritários e até dos velhos talibãs, que mesmo fora do governo, ainda tentam fazer valer seu ponto de vista.
Pouquíssimas delas voltaram a trabalhar. Na universidade já se podem ver mulheres, mas muitas chegam à escola de burca e só se livram dela na segurança da sala de aula.

Farzana, uma corajosa estudante de medicina, é uma das que encerram sua determinação entre quatro paredes. Não é prudente mostrar, na rua, a boa relação que tem com os colegas de turma do sexo oposto e ela sabe que eles também não poderiam mostrar abertamente que respeitam uma mulher.
"Decidi que não vou me casar", diz ela. Vai ficar solteira pra sempre? Pergunto.
"Talvez! Por aqui eu não seria uma boa esposa", conclui Farzana no tortuoso raciocínio de quem não aprendeu o que é o amor.
Afinal, no Afeganistão, amor não é coisa que se leve em consideração numa relação a dois.

Na enfermaria de um hospital da cidade, a maioria das mulheres não acredita em amor ou em nenhum tipo de sentimento de afetuosidade. Assim como elas, centenas, todos os dias, tomam a decisão de se auto-imolar, no que parece ser um silencioso movimento de protesto das afegãs. Elas se queimam.
Não há estatísticas sobre o problema. Mas o doutor Kamil nos conta que recebe, em Cabul, mulheres queimadas do país inteiro. Faz o possível por elas, dentro dos paupérrimos recursos de que dispõe nesse lugar e sabe que muitas nem chegam a um hospital.
"Em geral, elas vêm de famílias pobres que ainda tratam a mulher como um ser de segunda categoria", diz o médico.

O assunto já motivou campanhas de governo e está sendo acompanhado de perto pela presidente da comissão de direitos humanos do Afeganistão. Amina Afzali diz que estudou muitos destes casos e afirma que quase todos vêm de casamentos forçados que não têm chance alguma de dar certo. "Às vezes, há diferenças enormes de idade e, às vezes, a noiva é muito mal tratada pela família e especialmente pela mãe do noivo, então ela se imola".

É quase um movimento político destas mulheres que não podem gritar de outra forma. Foi a última e desesperada ação possível para Runah, Parimah, Shrango.
Nazefa tem dezoito anos e um filho. Apesar de ser jovem e de ser mãe, decidiu encerrar seu sofrimento jogando gasolina ao corpo e acendendo um fósforo. "Ela era tratada pela sogra como uma escrava", conta a enfermeira.
Situação muito comum. No casamento arranjado de Fahima, é claríssima a cumplicidade entre o noivo e sua mãe. Foi ela quem escolheu uma mulher para o filho. A jovem esposa é a intrusa na relação.
Vai passar a viver numa casa onde os papéis estão bem definidos e onde os homens podem tudo, inclusive o que é proibido. Bebidas alcoólicas são proibidas pela religião, mas os convidados ao casamento não pareciam sóbrios.

O poder masculino, acima de qualquer lei e além de qualquer limite, mata de alguma forma a condição feminina. Fahima, a noiva, é a repetição da história de Nazefa e Farzana, a estudante, também desistiu de sonhar.

Em toda a Cabul, flagramos dois únicos amantes que, de longe, pareciam buscar um lugar para o discreto flerte e agiam como quem precisa se esconder.





Ana Paula Padrão - Afeganistão (06/2000)





Ana Paula Padrão - Depoimento
por diógenes campanha




O Afeganistão hoje faz parte da minha vida.” É assim que Ana Paula Padrão define sua relação com o país asiático que visitou três vezes na época que apresentava o Jornal da Globo. A primeira, em junho de 2000, quando foi tirada a foto acima, na qual a jornalista aparece, no deserto, com o tradicional véu usado pelas mulheres muçulmanas. Embora tenha se preparado um ano e meio para gravar uma série de reportagens no país, então dominado pelo regime fundamentalista do Taleban, Ana Paula conta que se surpreendeu ao chegar ao destino. “Nunca vou esquecer a minha entrada no país. A impressão visual era muito chocante, foi como entrar em uma máquina do tempo”, diz. Encontrou um cenário medieval, onde as mulheres não saíam de casa, os mercados de rua eram precários e o comércio formal, praticamente inexistente. Para fazer as matérias, Ana Paula e sua equipe – o cinegrafista Hélio Alvarez e a produtora Guta Nascimento – assinaram um termo se comprometendo a não filmar nenhum ser vivo (“Ser vivo mesmo, incluindo cachorro”, frisa ela) sem a permissão do governo, sob penas que iam de perder as mãos ao fuzilamento em praça pública. Como filmaram secretamente escolas femininas clandestinas e centros comunitários para mulheres, tiveram que fugir da capital Cabul e acamparam duas noites no deserto. “Em nenhum momento tive medo de morrer, mas meu maior medo era perder essas fitas”, diz Ana Paula. Uma situação tensa, definida por ela como “um perrengue clássico”,

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

...e porque não, um pouco de música clássica...?


...para aqueles que me conhecem já há algum tempo, sabem da minha ligação de alma com a música. Me lembro quando meu irmão inventou de me dar um baita susto em uma madrugada, em meu quarto. Bom; quantos anos eu tinha...? Uns 7 ou 8, creio eu...


Muy irmão; adoro esse cara - depois do susto não queria mais dormir; eis que ele me empresta seu walkman com um K7 do "Somewhere in time"; Iron. Depois disso, descambei para a música e nunca mais larguei... Vício!!


Mas este post vai para o lado mais erudito da coisa; então alem do meu irmão, dedico o mesmo à minha professora de Cello; o qual pacientemente tem me passado seu conhecimento musical bem como aguentado minhas sucessivas trocas de horários por conta da minha vida profissional ligeiramente zoneada...


BACH!!!


"Johann Sebastian Bach, (21 de Março, 1685 - 28 de Julho, 1750) foi um músico e compositor do período barroco da música erudita. Foi também um organista notável. Nasceu em Eisenach (Alemanha), no seio de uma família de músicos. É considerado um dos maiores e mais influentes compositores da história da música, ainda que pouco reconhecido na altura em que viveu. Muitas das suas obras reflectem uma grande profundidade intelectual, uma expressão emocional impressionante e, sobretudo, um grande domínio técnico em grande parte responsável pelo fascínio que diversas gerações de músicos demonstraram pelo Pai Bach, especialmente depois de Felix Mendelssohn que foi um dos responsáveis pela reabilitação da obra de Bach, até então bastante esquecida."


J.S. BACH - Cello Suites 1-3-5

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01. Prélude.mp3

02. Allemande.mp3

03. Courante.mp3

04. Sarabande.mp3

05. Minuet I & II.mp3

06. Gigue.mp3

07. Prélude.mp3

08. Allemande.mp3

09. Courante.mp3

10. Sarabande.mp3

11. Bourrée I & II.mp3

12. Gigue.mp3

13. Prélude.mp3

14. Allemande.mp3

15. Courante.mp3

16. Sarabande.mp3

17. Gavotte I & II.mp3

18. Gigue.mp3


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01. Prélude.mp3

02. Allemande.mp3

03. Courante.mp3

04. Sarabande.mp3

05. Minuet I & II.mp3

06. Gigue.mp3

07. Prélude.mp3

08. Allemande.mp3

09. Courante.mp3

10. Sarabande.mp3

11. Bourrée I & II.mp3

12. Gigue.mp3

13. Prélude.mp3

14. Allemande.mp3

15. Courante.mp3

16. Sarabande.mp3

17. Gavotte I & II.mp3

18. Gigue.mp3

Aproveitando esse - novo - espaço que resolvi criar a serviço do meu ego, aos poucos irei postando outros textos meus espalhados por aí... Política..!

“Aeroporto Internacional de Limeira?”

No dia 09 de Agosto de 2007 foi publicado manifesto no Jornal de Limeira intitulado “Decola Limeira”. O mesmo discorre a respeito dos desejos e possibilidades da instalação de um Aeroporto Internacional em nossa cidade.
Ouvimos falar nos benefícios que um aeroporto internacional traria a cidade, como por exemplo, tornando a um local atrativo para a instalação de empresas importadoras e exportadoras. Outra argumentação utilizada com freqüência são os benefícios que tal instalação traria ao setor de folheados, visto a quantidade de viagens que os profissionais deste ramo realizam. Como profissional atuante no ramo logístico internacional, me sinto na obrigação de discorrer a respeito dos prós e contras em relação a este assunto, levando em conta os fatos políticos, econômicos e logísticos de Limeira.

Limeira historicamente é uma cidade aonde as atividades comerciais sempre foram sazonais; no entanto é de conhecimento geral que as mesmas também sempre foram desenvolvidas pelos mesmos grupos dominantes, sem alternância, quase se caracterizando um monopólio comercial, aonde os interesses particulares sempre foram defendidos a unhas e dentes.
O que proponho aqui é uma reflexão sobre até que ponto Limeira, em todo seu despreparo em termos de infra-estrutura, economia, legislação e senso crítico da população, poderia ser realmente beneficiada pela implementação de um aeroporto de grande porte. Da mesma forma que os interesses de uma minoria sempre foram defendidos por estes; também é fato que a grande motivação dos mesmos se dá pela necessidade de auto afirmação e uma cega motivação em busca de status social.
Devemos sim ser a favor de atitudes e movimentos que busquem uma maior qualidade de vida e desenvolvimento tanto econômico quanto sociais para a população como um todo, mas devemos também saber enxergar com discernimento quando tais movimentos são infundados e baseados em um falso orgulho social hipócrita. Limeira não está preparada para receber um Aeroporto Internacional, visto sua infra estrutura física cada vez mais deteriorada. Limeira não está preparada em termos legislativos para tal empreitada. Pior, Limeira não possui capital humano e nem intelectual para gerenciar tal empreitada com sucesso.
Um aeroporto internacional não atrai empresas importadoras e exportadoras; basta raciocinarmos a respeito. Os custos em termos de fretes aéreos são altíssimos. A opção é; sempre foram e sempre serão os portos. A parcela do setor de manufatura de folheados que realmente viaja é ínfima; não sendo necessário uma estrutura aeroportuária maior que a cidade já possui – sucateada; diga-se de passagem.
O que Limeira realmente precisa é um olhar realmente objetivo em cima dos problemas que ela já possui há muito, e há muito tarda em resolve-los. Infra Estrutura. Medidas legislativas coerentes para atrair novas empresas. Responsabilidade Social. Responsabilidade Administrativa Privada. Responsabilidade Educacional. Assuntos estes, sempre deixados de lado em prol do interesse de uma minoria “dominadora”. Pensem, sejam coerentes em vossas idéias!Até que este dia chegue, melhor será fazer um movimento para a ampliação da calha do Ribeirão Tatu visando o recebimento de navios graneleiros e porta containeres; assim quem sabe um dia chegaremos a competir com o porto de Santos.
…ou a minoria dominante, continuará em seu sonho por uma conexão internacional entre “Buenos Aires com destino a Frankfurt via Limeira”.


Andreas Mann - Analista em comércio Internacional
Réplica ao manifesto “Decola Limeira”, publicado no Jornal de Limeira de 09/08/2007 na seção “Leitor Escreve”

Me lembrando de algo que lí em "Um jogo de você"...


"... Todo mundo tem um mundo secreto dentro de si. Todo mundo todas as pessoas do mundo inteiro... Não importa o quanto sejam chatas ou sem graça por fora...Por dentro, todas elas têm mundos inimagináveis, magníficos, maravilhosos, estúpidos, fantásticos... Não apenas um mundo. Centenas deles. Milhares, talvez. Não é uma idéia estranha?"

...ai, fica a minha dúvida; porque cada ser humano neste planeta aparentemente, resolveu se mudar para seus mundinhos particulares mais mediocres? Aonde estão os sonhos...?
...e alguem ai fora, se importa com isso afinal?