quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

"Regulamentação loteamentos fechados", ao pé que anda...



É rir para não chorar.

Em épocas em que vizinhos megalomaníacos utilizam a já hiper saturada justiça Brasileira para promover verdadeiros bizarrias anticonstitucionais, me pergunto aqui se a mesma além de cega, é burra. Aparentemente é. E prostituída. Verdadeiramente vendida. Quem tem mais, leva.


Não é nenhuma novidade o tremendo circo de horrores sociais promovidos por algumas “associações de bairro” aqui no Brasil. Diz-se (eles) que o "(...) Projeto de Lei 3057 de 2000 que tem por objetivo a atualização da Lei de Parcelamento de solo (6766/79) poderá ser um avanço para diversos segmentos da sociedade Brasileira caso sua aprovação leve em consideração que a lei deve acompanhar o fato social."


Link Caso - Limeira

(http://jornalcidade.uol.com.br/paginas.php?id=26541)


Me assusta o tratamento dado à questão do processo de regulamentação de tais loteamentos fechados por parte de grande parte do setor jurídico e dos profissionais do mesmo, bem como políticos que mostram uma total falta de preparo e conhecimento da realidade social vigente neste país, ou pior, qualquer noção de teoria social.

Me pergunto aqui: “(...) poderá ser um avanço para diversos segmentos da sociedade Brasileira"? – Avanço para quais setores, especificamente? E os gênios que sustentam esta retórica furada, se basearam em alguma obra filosófico-social derivada de Émile Durkheim? Se de fato o é; porque não é citada a coerção sobre os indivíduos, cuja tal obra é embasada?

Porque quanto a este assunto, o que ocorre no Brasil no momento é justamente isto: A utilização do sistema jurídico Brasileiro como uma forma de coerção em relação aos menos favorecidos perante os mais favorecidos. Neste país, acostumou-se a falar bonito (mas sem saber de fato o que está sendo falado) para justificar interesses visivelmente particulares, atropelando todo e qualquer bom senso ou noções de ética ou moral.

Infelizmente não posso citar o nome do gênio que escreveu o texto acima sob o risco de acabar tomando um processo nas costas. Mas só posso dizer uma coisa: - O sujeito é burro. Aliás, burro para caralho. Mas, mais burro do que ele é a justiça que aparentemente vira de quatro quando, de tempos em tempos, surge algum espertalhão – ou no caso, um grupo deles, re-interpretando conceitos que os mesmos sequer entendem.

O que me entristece de fato é que quem está no poder público aparentemente não tem nenhuma capacidade ou alcance intelectual para perceber o que de fato ocorre:

- A regulamentação de processos de condominização, e a legitimização de centenas de processos jurídicos movidos por tais associações, por bens e serviços não solicitados.

Moradores estes, legítimos, e em sua grande maioria idosos que não conseguem acompanhar a desejada especulação imobiliária promovida por tais associações, e que então, escorraçados e por fim, são obrigados a se desfazer de seus imóveis.

Hoje já não basta você construir sua casa própria. Tem que se tomar cuidado aonde se constrói, pois aparentemente a justiça é conivente com esta forma moderna de estelionato.

Me pergunto o que nossa classe política esta fazendo lá em Brasília. Será que aquela Disneylândia disfarçada de capital, os cegou a tal ponto que lhes é impossível enxergar a um palmo a frente de seus próprios narizes? Porquê permitem que os mestres da retórica disfarçados de terno e gravata, distorçam todo o sistema jurídico para provar por “A + B” que o que é errado, é moralmente correto e ético?

Não meus caros... Infelizmente para vocês, não sou cego e nem burro. Eu já vi histórias bem similares ocorrendo em outras partes do mundo, embora os “motivos” tenham sido outros. Infelizmente, não posso aceitar que um cidadão pregue que este movimento de regulamentação de loteamentos fechados seja um avanço para vários setores da sociedade Brasileira.


Meus caros, a história nos mostra que todas as tentativas de formas de controle social praticado inicialmente por um grupo de pessoas visando interesses próprios, resultou em aberrações e monstruosidades sociais sem precedentes. Oras, não é necessária muita visão de mundo para entender o que se passou ou na Europa no início do século XX, bem como na África do Sul, durante o regime inglês.

Pois é exatamente o mesmo modelo que se está tentando ser implantado aqui no Brasil: o início de uma segregação social em larga escala. A separação entre ricos e pobres.

Tenho nomes e definições para isto. Que tal Estelionato? Que tal discriminação social? Que tal, uma forma renovada de Apartheid? Ou ainda – e porque não - Nazi-Fascismo?

Talvez meus caros; vocês que estão aí em cima tentando forçar a barra com tais idéias de uma nova topografia social no país, tenham a sorte de que no geral o povo Brasileiro é absurdamente acomodado e não tenha o tino para reagir à altura. Já vimos guerras ocorrendo por bem menos...

A quem devemos recorrer?

EUA, ONU, HRW... Pelo amor de Deus, intervenham por aqui!


Em tempo 1:

Ao cidadão que outro dia disse na portaria de meu bairro que disse para mim que "Che Guevara morreu a muito tempo".


- Claro. É fato. O que hoje não tem de Che Guevara's por aí, tem de sobra em pessoas que sequestram Boeings para jogar contra edifícios, S.E.Q.V.M.E.


Em tempo 2: Sair com o discurso que tais associações assumem a "segurança" de tais bairros é válido juridicamente visto o fracasso do Estado neste sentido. Agora, praticar a justiça com as próprias mãos não é crime? Não tem alguma coisa furada neste discurso todo - deles?




2 comentários:

John disse...

Não entendi...
Como as associações têm usado a justiça para impor suas sandices arbitrárias?

materials disse...

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